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O pântano (diário de bordo) - Day Two

por Pedro Vaz, em 04.07.13

 

Dia 2 da paródia:

 

  • Afinal o irrevogável passa a negociável;
  • O Presidente da República entra na brincadeira e faz divulgar reuniões que ora se realizam ora se adiam;
  • Pedro & Paulo passam o dia a entrar e a sair de reuniões entre ambos para fazerem Governo (relembro que já existia um Governo feito por ambos);
  • O Ministro da Saúde faz debate parlamentar na Assembleia da República como se fosse o Ministro das Finanças
  • O marido da recém/ex/futura Ministra das Finanças, descoberto que foi rescindiu o contrato de consultadoria que tinha com a EDP passou novamente a desempregado (fazendo aumentar os números do desemprego no país).
  • Marques Guedes, Ministro da Presidência dá uma da Maya e fala em astros para previsões quanto ao futuro do GOVERNO DA NAÇÃO.

 

 

De facto começo a ficar como Passos Coelho ontem, quando afirmou "que o país não vai deixar de querer ver este filme". Apenas lamento esta vergonha nacional. 

 

Como político que sou, peço desculpa a tod@s @s meus concidadãos por isto tudo. Mas acreditem não são todos iguais. Eu não sou igual a esta gente seja ela de que partido for.

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publicado às 17:15

O pântano (diário de bordo) - Day One

por Pedro Vaz, em 03.07.13

(foto "retirada" aos Ladrões da orquestra do Titanic a actuar durante o naufrágio)

 

Dia 1 do Pântano Político Português

 

  • A Ministra de Estado das Finanças, que mentiu ao Parlamento enquanto Secretária de Estado, cumpre o seu 1º Dia enquanto governante.
  • Os juros das Obrigações do Tesouro disparam e as OT a 10 anos ultrapassam já os 8%.
  • O PSI-20 afunda-se mais rápido que o Titanic.
  • O Primeiro Ministro Pedro foi a Berlim reunir (reuniões houve na Europa que deveria ter ido e não foi) depois de ter dito que só sai corrido do lugar que ocupa.
  • Depois de Portas ter divulgado publicamente que se demite. Ainda não se sabe se é ele que abandona enquanto indivíduo, se é o CDS enquanto Partido, etc.
  • Ainda não se sabe o que o CDS vai fazer. Se os restantes membros do Governo, indicados pelo CDS, se demitem (inclusivé o que tomou posse ontem à tarde).
  • A Comissão Executiva do CDS vai reunir hoje. Não se sabe bem a hora.
  • Não se sabe se o Congresso do CDS marcado para este fim-de-semana se mantém.
  • Cavaco Silva vai reunir em reuniões hoje e amanhã.

 

É assim que vai este país. Triste espetáculo.

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publicado às 12:28

Pois...

por Pedro Vaz, em 22.03.13

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publicado às 16:39

12 horas e 52 minutos

por Pedro Vaz, em 07.03.13
Foi preciso abrirmos este Blog para que um Senador Norte-Americano decidisse usar do expediente durante quase 13h (12h52m, um dos mais longos da história).


Não tecerei comentários ao caso concreto e à votação que queria impedir. Apenas queria registar a curiosidade




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publicado às 18:02

Soft Opening

por Pedro Vaz, em 25.02.13

“(...)O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguel. A agiotagem explora o juro…(…)

 

Queiroz, Eça, Uma Campanha Alegre (1890)


Actual, Não?!

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publicado às 10:02

Linguagem Filibusteira

por David Areias, em 25.02.13
Roubam-me a voz
quando me calo
ou o silêncio
mesmo se falo

Jorge de Sena


Há uma linguagem que nos prende. Aparentemente inteligente e cheia de significado, cujo uso rapidamente se generaliza, não chega a ser questionada. Uma linguagem trazida para o discurso político que ora parece ter origem nos mais altos estudos técnicos (as reformas estruturais, os modelos de desenvolvimento, as posições economicistas...), ora nas mais inopinadas metáforas (o peso do Estado e as suas gorduras, qual suíno). Uma linguagem remissiva, que se autoriza em estudos, pareceres, memorandos, auditorias, relatórios.

Por norma, o recurso a essa linguagem serve apenas um propósito: aparentar um alto nível discursivo e argumentativo, quando na realidade nada se discute e se impede a discussão.

O que se diz na realidade quando, por exemplo, se diz que a justiça precisa de uma reforma estrutural? Se se quer apenas dizer que é preciso corrigir o que está errado, não há quem discorde. Mas porque não se fala então naquilo que está errado? De forma inocente, por desconhecimento. De forma culposa, para esconder o que realmente se pretende dizer e reformar.

Trata-se do esvaziamento das palavras políticas, que infectou conceitos e ideias que julgávamos ter firmes no espírito colectivo. Serviço nacional de saúde universal, ensino básico universal, obrigatório e gratuito. Estado social. Subordinação do poder económico ao poder político democrático. Igualdade. Democracia.

Tudo se transforma, enfim, numa linguagem filibusteira. Atrapalha, cansa, impede a discussão. É preciso recuperar as palavras.

É preciso reencontrar as perguntas certas, as mais simples, ainda que de resposta difícil: são verdadeiros os pressupostos de decisão política? a decisão política é a mais justa?

Afinal, com que armas discutiremos e lutaremos quando esvaziarmos as palavras?

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publicado às 09:14





Filibuster, subs.

1. Utilização de tácticas de obstrução, tais como o uso prolongado da palavra, por membros de uma assembleia legislativa de forma a impedir a adopção de medidas ou a forçar uma decisão, através de meios que não violam tecnicamente os procedimentos devidos;

Filibuster, noun
1. The use of obstructive tactics, such as prolonged speaking, by a member of a legislative assembly to prevent the adoption of measure or to force a decision, in a way that does not technically contravene the required procedures;

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